sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Economia comportamental e as teorias de Adam Smith

Podemos ler nas duas principais obras publicadas de Adam Smith - "A Riqueza das Nações" (1776) e a "Teoria dos Sentimentos Morais" (1759)- como princípios econômicos podem se relacionar com a psicologia. Na "Teoria dos Sentimentos Morais" ele descreve os fatores psicológicos que subjazem à tomada de decisão, motivação e interação, por parte das pessoas, o que certamente tem fortes implicações naquilo que orienta as decisões de consumo, de poupança, na produtividade e esforço do trabalho e nas trocas mercantis. No livro "A Riqueza das Nações", adam Smith aconselha à ponderação cuidadosa aos custos de quebrar a confiança e colocar em risco a reputação. O estudo da economia comportamental (behavioral economics) faz exatamente esta relação entre fatores psicológicos e comportamento econômico e, ainda mais recentemente, tem vindo a explorar as implicações para o mercado dos consumidores e empresas poderem estar sujeitos a diversos níveis de influências psicológicas. Embora a importância dos fatores psicológicos possa ser algo que os estudiosos de negócios compreendem há muito, só num período relativamente recente é que o campo da Economia ficou equipado com ferramentas que o habilitam a estudar rigorosamente tais fenômenos e - o que é muito importante - a ser capaz de fazer previsões sobre onde é que tais fatores poderão ser mais ou menos importantes, quando é que as forças do mercado podem atenuar ou exacerbar tais fatores.

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