sábado, 3 de outubro de 2009

Consumo racional X emocional


Segundo a psicanalista Vera Rita de Mello (especialista em psicologia econômica):

"...as decisões são tomadas levando em conta a satisfação imediata. Se a decisão for contrariar os valores da pessoa, a reação normal é ignorar a questão. As decisões são sempre emocionais. O problema é que a realidade não é sob medida. É preciso sempre construir um caminho para chegar ao seu objetivo. As pessoas só mudam quando têm uma grande frustração na vida e aprendem com ela quais foram seus erros. Para mudar é preciso trocar ideias com outras pessoas e ouvir o que elas têm a dizer. Quanto mais longe se está de uma situação, mais clareza se tem dela..."

Nossas decisões de carater financeiro e econômico também na sua grande maioria não poderiam ser diferentes. Buscamos na grande parte de nosso tempo adquirir bens ou serviços que possam trazer uma satisfação imediata. Pensamos sempre na possibilidade de ter algo na hora e por conta disso entramos em financiamentos, empréstimos, etc. Nunca avaliamos a possibilidade de criarmos uma poupança especifica, por exemplo,e depois adquirirmos esse mesmo bem ou serviço pelo fato de termos que postergar nosso consumo. Quando podemos trabalhar com as taxas de juros compostos ao nosso favor o ganho é sempre superior do que quando consumimos na hora, porém deixamos de ter a "satisfação imediata". O importante é sabermos avaliar o que é o melhor para você.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Economia comportamental e as teorias de Adam Smith

Podemos ler nas duas principais obras publicadas de Adam Smith - "A Riqueza das Nações" (1776) e a "Teoria dos Sentimentos Morais" (1759)- como princípios econômicos podem se relacionar com a psicologia. Na "Teoria dos Sentimentos Morais" ele descreve os fatores psicológicos que subjazem à tomada de decisão, motivação e interação, por parte das pessoas, o que certamente tem fortes implicações naquilo que orienta as decisões de consumo, de poupança, na produtividade e esforço do trabalho e nas trocas mercantis. No livro "A Riqueza das Nações", adam Smith aconselha à ponderação cuidadosa aos custos de quebrar a confiança e colocar em risco a reputação. O estudo da economia comportamental (behavioral economics) faz exatamente esta relação entre fatores psicológicos e comportamento econômico e, ainda mais recentemente, tem vindo a explorar as implicações para o mercado dos consumidores e empresas poderem estar sujeitos a diversos níveis de influências psicológicas. Embora a importância dos fatores psicológicos possa ser algo que os estudiosos de negócios compreendem há muito, só num período relativamente recente é que o campo da Economia ficou equipado com ferramentas que o habilitam a estudar rigorosamente tais fenômenos e - o que é muito importante - a ser capaz de fazer previsões sobre onde é que tais fatores poderão ser mais ou menos importantes, quando é que as forças do mercado podem atenuar ou exacerbar tais fatores.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Controle do tempo X controle financeiro


É incrivel como nosso desempenho financeiro esta associado com o nosso controle do tempo. Já percebeu como os nossos gastos superflúos ocorrem sempre quando estamos fazendo algo que não é importante para nossas vidas. Pense a respeito disso. O que eu faço hoje irá gerar um resultado amanhã. Durante esse mês vamos falar mais a respeito disso.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Crise Financeira Mundial.

Um dos melhores videos didáticos sobre a crise, assistam é muito bom!

http://crisisofcredit.com/

segunda-feira, 13 de julho de 2009

ORÇAMENTO DOMESTICO

Orçamento domestico – funciona ou não!?!?!?!?!?

Como algo tão simples pode ser em muitos casos tão difícil de ser feito ou seguido a risca.



O primeiro passo para se ter um orçamento doméstico mais fiel a realidade, que o ajude a controlar as contas no dia-a-dia e a planejar e também realizar os seus sonhos, é fazer um inventário completo dos seus ganhos, das despesas e necessidades. Com isso é possível analisar se o seu orçamento cobre tudo o que você precisa e quer fazer. Também é possível planejar investimentos específicos para o curto e médio prazos (veremos em outra oportunidade sobre investimentos em longo prazo).

De acordo com a consultora de investimentos Viviane Farah Martínez, da Agatha Gestão Financeira, de São Paulo, o orçamento doméstico só pode ser considerado completo se levar em conta sonhos e objetivos que cada pessoa quer realizar. Para isso, é preciso transformar esses sonhos em metas, estabelecendo um prazo e o que deve ser feito para que realmente aconteçam, diz Viviane. Márcio Iavelberg, consultor de finanças pessoais da Blue Numbers, de São Paulo, ressalta que é importante incluir na lista não apenas os grandes objetivos, como comprar uma casa, mas também os pequenos desejos de consumo. O planejamento financeiro só será eficiente se colocarmos os objetivos bem claros, por mais bobinhos ou pequenos que pareçam, afirma Márcio. (http://vocesa.abril.com.br/edicoes/0116/aberto/dinheiro/mt_268387.shtml)

Se você puder utilizar uma planilha financeira (veja em "RECOMENDO..." o link FINANCE DESKTOP, uma das melhores planilhas grátis que recomendo), com certeza seu controle será mais específico e possibilitará maiores possibilidades de análises. Agora se você não puder utilizar uma planilha eletrônica, um papel em branco com um traço no meio podendo assim dividir de um lado as receitas e de outro as despesas, poderá também ser de muita utilidade para você. O importante e que seja feito e seguido seu controle. Além do orçamento doméstico básico, que é o ponto de partida nesse processo, é preciso montar uma planilha de planejamento para os investimentos, distribuindo- os de acordo com o seu plano de metas. Pouca gente faz as contas de como o dinheiro poupado com disciplina e regularidade cresce ao longo do tempo.

COMO ORGANIZAR SEU ORÇAMENTO DOMÉSTICO

PASSO 1: Some a renda familiar prevista para o mês, inclua o salário de toda a família, ganhos adicionais, presentes em dinheiro ou o pagamento de algum empréstimo feito a um amigo.

PASSO 2: Liste todas as despesas fixas, como aluguel ou financiamento da casa, condomínio, gastos com o carro e mensalidades escolares. O ideal é separar as despesas por temas, como moradia e alimentação. Inclua também gastos que ocorrem periodicamente, caso do licenciamento do carro. O ideal é dividir esses custos ao longo dos 12 meses do ano, assim você não se esquece de guardar dinheiro nem é pego desprevenido. Se você costuma fazer compras parceladas, não deixe de incluir os valores das parcelas. A proposta é identificar quanto da sua renda já estará comprometida antes mesmo de você fazer novos gastos.

PASSO 3: Chegou a hora de traçar o seu padrão de gastos esporádicos. Para isso, consulte as últimas faturas do cartão de crédito, os canhotos dos talões de cheque, o extrato do banco com a relação dos pagamentos efetuados no cartão de débito e os saques em dinheiro.

PASSO 4: Não se esqueça de contabilizar as tarifas cobradas pelos bancos. Consulte o seu extrato para listar os custos da manutenção da conta corrente, juros e outras taxas.

PASSO 5: Se você tem filhos ou dependentes, liste esses gastos em uma categoria à parte. Não deixe de incluir despesas com presentes, passeios, computador, celular e, claro, poupança ou plano de previdência estudantil, para pagar a faculdade.

PASSO 6: Analise todas as categorias de despesas fixas e destaque aquelas que você pode cortar ou reduzir. Será que você precisa mesmo de uma conexão banda larga tão potente? Dá para trocar o plano do celular?

PASSO 7: Pesquise preços de serviços semelhantes e tente negociar descontos com os fornecedores atuais. Se eles não reduzirem as tarifas praticadas, troque-os por outros mais baratos. Some as economias que você obteve com as mudanças e planeje a melhor forma de investi-las.

PASSO 8: Aproveite para identificar oportunidades de melhoria nos seus gastos esporádicos. Crie limites para alguns itens, fixando um preço máximo para os presentes que você pode dar ou para a quantidade de vezes que você come fora de casa.


Ufa, parece que não, mas para você chegar até o passo 8 você terá muuuito trabalho. O mais importante que somente listar suas despesas agora é manter um acompanhamento sistemático. Seja diário, semanal, mensal, conforme a sua disponibilidade e necessidade. Veremos em umas próximas postagens como trabalhar com a realização de nossos sonhos. Abraços.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Demanda por Bens e Serviços (Consumo)


Podemos definir sob uma ótica da teoria econômica que DEMANDA é a quantidade que os consumidores estão dispostos a consumir de bens e serviços em função do preço praticado. Existe uma relação direta entre o preço praticado e a quantidade consumida. O grande problema em nossas finanças pessoais e atingirmos nossas necessidades de consumo ideal, onde teremos então a quantidade desejada conforme nossas reais necessidades. Vivemos em uma sociedade voltada ao consumo desenfreado e sem necessidades reais, cada vez mais compra-se porque meu amigo(a), vizinho(a), cunhado(a) comprou ou irá comprar, sem muitas vezes nem mesmo termos a real utilidade do bem ou serviço adquirido. Nosso consumo é importante sim para a Economia de nosso País e graças a ele também nossa sociedade cresce. Não deixe de consumir, porém pense antes de comprar esse ou aquele bem ou serviço veja se as suas necessidades reais serão atendidas ou somente você esta adquirindo um bem ou serviço pelo impulso ou para suprimir alguma outra carência. Pense nisso, quanto maior o equilíbrio de seu consumo maior será sua satisfação e utilidade pelo bem ou serviço adquirido! Um ótimo fim de semana.












quarta-feira, 8 de julho de 2009

Qual a estrada correta?!?!?!?!


A estrada certa ao contrário do que muitos pensam não existe. Existe sim a maneira adequada de você percorrer uma estrada. Dinheiro não tem manual que venha junto com ele quando é adquirido, ao contrario de muitos outros bens. Você já se sentiu com mais dias do mês que dinheiro, suas contas não fecham e nunca acabam... Acredito que essas frases e muitas outras similares já passaram pelos seus pensamentos durante algum período do mês. O que fazer? Porque não tenho um planejamento financeiro? O que tem maior prioridade quando vou pagar as minhas contas? Existe um endividamento sadio? Esses e outros assuntos relacionados a essa área irei compartilhar com vocês nesse blog sob uma ótica de fundamentos microeconômicos e cristãos. Mandem suas opiniões e sugestões. Abraços.